segunda-feira, 25 de maio de 2009

H1N1



Muito se tem falado sobre a origem da nova epidemia de gripe que vem assolando a humanidade.

N.E.: Acho que "assolando" soou meio forte, mas não pude evitar.

Dizem que foi um ataque terrorista. Dizem que é um plano macabro de “dominadores do mundo” para diminuir a população do mundo em menos de dez por cento de seu total. Outros dizem que foi invenção da indústria para vender remédio pra gripe e máscaras azuis (particularmente eu gosto muito desta).

Mas a grande verdade é que ninguém sabe realmente o que está acontecendo nesta história toda e todos fazem suas próprias conjecturas a respeito e, como sou apenas mais um pobre mortal, também tenho este direito. Portanto, aí vai minha teoria conspiratória para a nossa mais nova pandemia de estimação:

Tenho a sensação de que essa nova epidemia foi proposital, mas não na forma de um ataque terrorista ou uma conspiração para diminuir a população mundial. Até ando duvidando que houve realmente mortes no México.

Acredito que o vírus H1N1, aparentemente inofensivo (Um indício disso é a falta de óbitos fora do México) está apenas servindo como um termômetro. Alguém, não me perguntem quem, liberou esse vírus no México e está medindo como uma nova doença se espalharia pelo mundo, para assim, ter parâmetros de como seria uma pandemia "real", caso um vírus realmente mortal surgisse ou fosse propositalmente liberado.

Agora, o que se pretende fazer com estas informações é outra história. Tais dados poderiam ser usados para conhecer melhor o mecanismo de uma pandemia real, para saber exatamente como anda a "saúde" dos órgãos de saúde pública do mundo e, assim, poderem sanar tais problemas e assim traçar táticas que evitem uma maior proliferação de uma epidemia real. Também, tais informações podem estar sendo usadas para o MAL. Conhecendo-se melhor todo o mecanismo de uma pandemia, para se saber exatamente o que fazer quando o vírus de verdade for liberado, evitando possíveis erros de cálculo.

E quanto às mortes no México?
Há a possibilidade de que não existiram ou que uma doença diversa do h1n1 foi liberada ali, apenas para se ganhar a atenção do mundo para que, com a atenção de todos os órgãos sanitários do mundo, se obter dados fiéis e detalhados sobre o avanço deste vírus, uma vez que ninguém se importaria com uma doença que só causasse um certo “calor na bacurinha”.

Duvidam?
Alguém notou que mesmo no Brasil, com o nosso precário sistema de saúde, as pessoas ainda não começaram a morrer?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

VAMOS COMEMORAR COMO IDIOTAS



Normalmente falo de assuntos atuais. Gosto de informar, criticar, denunciar, etc.

Entretanto, vez ou outra, para amenizar, eu posto informações amenas, lançamentos de filmes que gosto e até mesmo piadas, como já fiz em postagens anteriores.

Por isso, hoje, às portas de mais um "21 de Abril", (feriadão onde comemoramos... o que mesmo?) resolvi sair da rotina, sem no entando fugir ao tema do blog, e postar uma letra de música. Mas não uma música qualquer. Trata-se de um desabafo de um grande brasileiro.

Lançada no álbum O Descobrimento do Brasil, em 1993 pela gravadora EMI, a canção Perfeição (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá– 4:37) é, na minha opinião, uma das melhores letras de Renato Russo, uma vez que é uma denúncia, não só contra a corrupção que assolava o país naquela época (naquela época?), mas principalmente contra a apatia, a alienação, o descaso, o conformismo e o pessimismo que vem se apossando das pessoas. Pensamentos como “é assim mesmo”, “não tem como mudar isso”, “não funciona se você fizer do jeito certo” ou até mesmo “Eu não me meto em política”, vêm se disseminando há muito tempo. Isto tolhe nossas iniciativas e mantendo-nos sob controle, deixando o “campo” livre para a ação de pessoas inescrupulosas que visam ao lucro rápido e ao poder, sem pensar nos direitos dos milhões de brasileiros que necessitam de atenção às suas necessidades mais básicas como saúde, educação, transportes, etc.





PERFEIÇÃO


(Renato Russo)

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades


Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.

Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos celebrar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição